quinta-feira, 30 de abril de 2009

Monólogo



Sobre a parte branca do papel
um escritor ou poeta normal
teria gravado, um depoimento
fazendo da escrita uma tela.
Com sua escrita luminosa, descreveria
quem sabe um amor, uma paixão ou dor.
Quem sabe escreveria sobre o fogo,
se tornando mais fogo, o que via no olhar.
Quem sabe até, pensaria na loucura
do querer, como se fosse água e tornando
mais água esse doce querer.
Quem sabe o poeta em sua loucura
desejou ser deserto, onde almeja
para si, um dilúvio, como alívio para sua
sede, sede de ser normal,
onde a loucura é geral.
Talvez este poeta, afogado
em sua sede descomunal,
tenha revelado a sua identidade
Original.

Betânia Uchôa

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Libertando-te



Libertando-te

Vai, se tens que ir.
Busca por teus sonhos,
Por outro amor,
Outro sentir.
Busca novas aventuras,
Novos desejos.
Busque esse novo prazer,
Com quem quiseres.
Está livre para seguir,
Como quiseres,
Busque o infinito de teu ser,
Outra filosofia para viver,
Até mesmo,
Aquele alguém do passado,
Que naquele passado, era presente,
Era o teu amor intitulado.
E, se por acaso te cansares e,
Das voltas que a vida dá,
E por ventura, teu pensamento
Me buscar,
Se desejares, volta.
Ainda me encontrarás,
Serei o teu amor,
Que era o teu passado.
Mas que era o teu presente,
E venceu a saudade,
As lágrimas sentidas,
A dor da perda,
Olhos cansados da procura,
Das horas olhando o vazio,
E toda forma de sentimento
Que tua longa ausência causou.
Mas ainda assim,
Estarei aqui.

Betânia Uchôa


Hoje

Hoje eu quero me esconder,
Quem sabe atrás de um pequeno verso,
Buscar uma rima perfeita
Que faça sentido na minha vida,
Enquanto espero a claridade surgir.

Hoje eu quero me esconder,
Nas sombras de um poema,
Esperando a tarde surgir
Naquelas rimas alegres,
Enquanto roubo sensações e amor.

Hoje eu quero me dedicar a vida
Levando amor onde encontro a dor,
Mostrar as coisas simples da vida
A criança sorrindo, o amor acontecendo.
Enquanto eu não acordo desse sonho poema.

Hoje eu quero um afago, um abraço apertado,
Que me envolva em um laço
Deixando longe a melancolia
Hoje eu quero ser feliz, e voltar a ser feliz,
Todos os dias.

Betânia Uchôa

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Onde está você



Onde foi parar aquele sentimento
doce e febril, como vinho
como uma chama acesa
presente como um pavio

Onde está você, que chegou
E como uma avalanche
se assentou, vagou
e seus passos o levou,

Onde guardei aquele desejo
de conhecer a fantasia
fazer da vida uma festa
em constante alegria,

Onde está você?
que viveu, abraçou, aconchegou...
chorou e de mim desgrudou
e nada do que sentimos ficou.

Betânia Uchôa

quarta-feira, 25 de março de 2009

Meu depoimento









Eu escrevo não só para falar de mim,
Dos meus sentimentos e pensamentos,
Que compartilho com prazer...

Eu escrevo o que você me diz,
Quando o meu olhar esbarra sem querer,
Com o seu olhar...

Eu escrevo quando noto o seu corpo
Curvado e cansado pela vida,
Esperando instantes mais felizes...

Eu escrevo Suas alegrias,
Seus momentos de puro êxtase,
Sua dores e agonias...

Eu escrevo suas aspirações e esperanças,
Suas lutas e seus amores,
Sua vontade de apenas viver...

Eu escrevo seus sentimentos mais profundos,
E que minhas palavras lhe tragam conforto e alento,
Pois acima de tudo...

Eu escrevo sobre você,
Eu escrevo para você,
Eu escrevo por você...

Por você.

Betânia Uchôa

sexta-feira, 20 de março de 2009

Procura pelo amor


Como sino a tocar nas vastas folhagens,
procuro o cantor de forma cuidadosa;
De longe se houve uma voz melodiosa
Uma cantiga de amor, uma linda viagem;

Cantando um breve amor, uma passagem
viveu, aconteceu, e se foi de forma dolorosa;
Deixando uma lembrança de forma saudosa,
Onde se guarda no peito toda a imagem;

ninguém que canta por entre as flores,
Merece essa dor de amor e desejo,
Ei-lo por entre as folhagens, amor em cores;

Desejando encontrar o amor e seu beijo;
Agradecendo aos céus com seus louvores;
Quando ele a vê, assim como eu o vejo.

Betânia Uchôa

domingo, 15 de março de 2009

Sentimentos




Meus sentimentos de amor, meus momentos
Diante de tudo que vem absorver minha vida,
Dos fatos que o sossego me tira,
É o amor que mais me tira o alento.

As minhas noites sem amar e sem ser amada,
De tentar e tentar algo que não se alcança,
E no peito a dor me chega desesperada
Parece uma ferida, um corte feito por lança.

Mulher, de amores tão impossíveis
E que numa busca incansável se aventura
Para esse amor viver de forma indelével,

Sem mágoas, sem dor, sem desventuras,
Como um oásis de puro amor, incrível!
Que colho num beijo sem censura.

Betânia Uchôa

sexta-feira, 13 de março de 2009

A poesia





A poesia fala por mim,
Fala da beleza que vejo,
Do amor que sinto
E até do meu desassossego.

A poesia fala por você,
Das suas carências e medos,
Fala de seus sentimentos,
e do seu lado sincero e verdadeiro.

A poesia fala por todos,
Dos Seus clamores e anseios,
Dos desejos de paz e felicidade,
Fala do amor gerando mais amor.

A poesia é o pensamento alheio,
Transcritos nas folhas de papel,
Nas linhas e mais linhas...
Das letras que dançam, fazendo canção.

A poesia é a nossa história,
Contada em versos e rimas,
Fazendo brilhar o que vai no olhar...
Sentimentos... coração...

Betânia Uchôa

sexta-feira, 6 de março de 2009

Meninas-feras







Carinhosas e doces, ensinam na vida
Como onças, protegendo crias
Pacatas, quando enamoradas...
Mulheres femininas, essas mulheres.

Linda como flores, perfumam,

prendem-se na memória.
Jóias que embelezam um ambiente.
Atraem como íman iguais e desiguais,
Homens cobrem-nas de glórias.

São meninas-feras, ainda não sabem,
Como serem apenas belas.
Cobiçam encontrar seus heróis,
em batalhas e caças diárias.

Não se podem enganar ao serem doces,
Por que se vestem de tigres em sua razão.
Apenas esperam amar,
Enquanto for eterno esse apaixonar.

Betânia Uchôa

segunda-feira, 2 de março de 2009

Mulher


Que eu seja sempre mulher,
De muitas ou poucas palavras,
Que busca e chora, mas luta.
Que seja eu sempre mulher...

Que eu ame com paixão,
Mesmo que esse sentimento,
Se acabe amanhã, um fim.
Que seja eu mesmo assim...

Que seja eu sempre mulher,
Uma mãe ou esposa,
Uma filha, uma patroa.
Que seja eu mesmo assim...

Que eu chore e ria de alegria,
Que eu console, que tenha empatia,
Mas que sorria, sempre sorria.
Pois que eu seja uma fantasia...

Que seja eu sempre mulher
Para dar vida sempre, eterna alegria.
Que seja eu sempre assim...
Uma mulher, uma poesia.

Betânia Uchôa