domingo, 21 de junho de 2009

Pobre coração



Meu pobre coração! Que se enfraquece
Ele conta os dias, ele sonda as horas,
Procurando o que não aconteceu,
Procurando alguém que não se conheceu,
Além dos muros de sua consciência.
Preso, dentro de suas nostalgias,
Procurando viver fora da fantasia!

Mas do sonho não se esqueceu!
Pobre coração que busca uma presença!
Um achado, uma simples lembrança,
De algo diferente que lhe aconteceu,
Mas isso era apenas um doce sonho, o seu!

Acorda, coração, acende a esperança!
O passado que fique apenas na lembrança.
Que chega na noite morna e longa,
Onde se avista a paixão, o amor...
Enquanto dorme, mas o dia clareia...
Acorda, e vive a realidade que o acolheu!

Betânia Uchôa

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Dor

sábado, 23 de maio de 2009

Mudanças



Mudanças

Quero mudar o hoje, gritar minhas verdades,
Libertar o meu ser, de toda sanidade;
Não quero apenas ser, quero felicidade,
Colocando fora, todas as minhas vontades.

Quero descobrir minha verdadeira idade,
Quero tudo diferente, quero novidades;
Buscar alguém que provoque saudades,
Onde possa encontrar essa tal lealdade.

Meu tempo é o que vivo, um sonho,
Que começa e termina a olhos abertos,
E deixa em mim um olhar risonho.

E, esta imagem, faz meu olhar cobertos,
De outros pensamentos, menos tristonhos,
De dias felizes, e de cores repletos.


Betânia Uchôa

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Era uma vez, um palhaço





Que triste palhaço eu vejo logo ali.
Com lágrimas copiosas, do céu vieste...
Uma dor estampada, como se o mal fizeste,
E toda dor o rondava, quando o vi.

Palhaço da cara triste, com um abraço o envolvi
Que deixará para esta criança que apareceste
Ela procura um sorriso igual ao que me deste
Vendo tua boca tremular foi que me comovi...

O seu número de alegria se foi, ficou o cansaço
Como alguém que prende o boi mas solta o laço
Onde a fraqueza se via, seu corpo se curvava...

Deixando saudades... De um tempo que deixaste
A lembrança de minha infância que animaste
Os anos ficaram na gaveta, onde os guardava...

Betânia Uchôa

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mãe, Oh Mainha



Quando a chamamos
Primeiro se ver seu olhar
Preocupada em nos avistar...

E não é fácil, nos conter...
Ou mesmo nos deixar correr
Tanto o seu medo
Do que pode nos acontecer...

Mas quando caímos,
Com seu carinho tamanho
Seu olhar e seu beijo
Nos vem em forma de cura.

Mãe, Mamãe, Mãezinha
Minha Mãe, Mainha...

Com esse nome a nos proteger
Nos tornamos adultos
Mas sem nunca deixar-mos
De sermos filhos....

Betânia Uchôa

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Flores



quinta-feira, 30 de abril de 2009

Monólogo



Sobre a parte branca do papel
um escritor ou poeta normal
teria gravado, um depoimento
fazendo da escrita uma tela.
Com sua escrita luminosa, descreveria
quem sabe um amor, uma paixão ou dor.
Quem sabe escreveria sobre o fogo,
se tornando mais fogo, o que via no olhar.
Quem sabe até, pensaria na loucura
do querer, como se fosse água e tornando
mais água esse doce querer.
Quem sabe o poeta em sua loucura
desejou ser deserto, onde almeja
para si, um dilúvio, como alívio para sua
sede, sede de ser normal,
onde a loucura é geral.
Talvez este poeta, afogado
em sua sede descomunal,
tenha revelado a sua identidade
Original.

Betânia Uchôa

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Libertando-te



Libertando-te

Vai, se tens que ir.
Busca por teus sonhos,
Por outro amor,
Outro sentir.
Busca novas aventuras,
Novos desejos.
Busque esse novo prazer,
Com quem quiseres.
Está livre para seguir,
Como quiseres,
Busque o infinito de teu ser,
Outra filosofia para viver,
Até mesmo,
Aquele alguém do passado,
Que naquele passado, era presente,
Era o teu amor intitulado.
E, se por acaso te cansares e,
Das voltas que a vida dá,
E por ventura, teu pensamento
Me buscar,
Se desejares, volta.
Ainda me encontrarás,
Serei o teu amor,
Que era o teu passado.
Mas que era o teu presente,
E venceu a saudade,
As lágrimas sentidas,
A dor da perda,
Olhos cansados da procura,
Das horas olhando o vazio,
E toda forma de sentimento
Que tua longa ausência causou.
Mas ainda assim,
Estarei aqui.

Betânia Uchôa


Hoje

Hoje eu quero me esconder,
Quem sabe atrás de um pequeno verso,
Buscar uma rima perfeita
Que faça sentido na minha vida,
Enquanto espero a claridade surgir.

Hoje eu quero me esconder,
Nas sombras de um poema,
Esperando a tarde surgir
Naquelas rimas alegres,
Enquanto roubo sensações e amor.

Hoje eu quero me dedicar a vida
Levando amor onde encontro a dor,
Mostrar as coisas simples da vida
A criança sorrindo, o amor acontecendo.
Enquanto eu não acordo desse sonho poema.

Hoje eu quero um afago, um abraço apertado,
Que me envolva em um laço
Deixando longe a melancolia
Hoje eu quero ser feliz, e voltar a ser feliz,
Todos os dias.

Betânia Uchôa

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Onde está você



Onde foi parar aquele sentimento
doce e febril, como vinho
como uma chama acesa
presente como um pavio

Onde está você, que chegou
E como uma avalanche
se assentou, vagou
e seus passos o levou,

Onde guardei aquele desejo
de conhecer a fantasia
fazer da vida uma festa
em constante alegria,

Onde está você?
que viveu, abraçou, aconchegou...
chorou e de mim desgrudou
e nada do que sentimos ficou.

Betânia Uchôa