sábado, 15 de janeiro de 2011

Volta! coração


Volta! coração
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Coração vaga sozinho, sem alento!
De dia alheio, mas a noite, flutua!
Em busca de vida, rumo ao firmamento,
Segue flutuando, dando voltas na Lua!
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Segue, nesta louca viagem, nevoeiro,
Que te cega, sem destino, e desmonta...
Esse quebra-cabeça, te marcou inteiro
de amor, uma paixão, de ponta a ponta.
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Cavaleiro andante, a procura, um louco!
Nos desvarios de amor, longe de mim,
nesta vida tão curta, pois amar é pouco,
se demora, chega antes de nosso fim.
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Deixo meu ser leve, como pluma,
sem medo, sem vazio, brilho de cristais,
vai, te ensino o caminho, uma flor perfuma,
volta, rápido, veloz, ou não chegues mais!

Betânia Uchôa

domingo, 9 de janeiro de 2011

Perfil sob medida



Perfil sob medida

Não. Não quero o negativo.
Quero livre os meus sentidos,
quero a rosa ainda em botão,
acordar sorrindo,
ver algo banal, e achar isso e tal.

Quero a descomplicação da vida,
o abraço, a acolhida.
Segui andando, cair e levantar,
errar e acertar...
tudo dentro da medida.

Não pensar no errado,
se isso e aquilo pode ser pecado,
que a pureza me guie o coração,
e que ele comande a minha mão,
ajudando a trabalhar a união.

Quero aquele beijo desejado,
o abraço apertado,
gritar alto uma canção...
tropeçando na risada,
ri da minha cara engraçada.

Ri junto, ri solto, ri feliz...
Ser tudo, tudo e mais um pouco,
gostar de ser essa pessoa sob medida,
gostar dessa vida,
gostar de ser realmente feliz.

Betânia Uchôa





quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Noções de mim mesma


Noções de mim mesma

Entre mim e você, há uma estrada
Larga, fina, comprida e deserta,
Que impede meus pés de chegar mais cedo,
tornando meus sonhos longínquos.
Entre mim e o futuro, há o tempo castigando.
Há uma vista constante pelo espelho,
Onde visualizo as minhas mudanças.
Entre mim e o sonho, há o escuro,
Com a mente procurando uma brecha na luz.
Fazendo a mente passear, imaginando constelações.
Entre mim e o mundo, há o medo, o desejo, a aventura,
e nesta aventura encontro o presente,
Onde me recolho, encontrando o infinito de mim mesma.
Contemplo o inesperado e surpreendo-me com essa calma,
Pois ainda sou eu mesma, Eu estou aqui e agora.

Betânia Uchôa
☆ ☆ ☆

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

O amanhã



Mudam-se os sentimentos, violam-se verdades,
Mudam-se personalidades, mudam-se os valores,
E quando o ser se rompe, criam-se outras personalidades,
Livres de quaisquer traumas e até das dores.

Se vive em novos meios, despem as moralidades,
Procuram-se outras doutrinas, novas crenças
Que justificam as mágoas e alguma descrença
Mais tarde tudo isso gerará saudades.

A mudança cria de novo a esperança, um encanto,
Que de longe lembra outros tempos, serventia,
E livre do caos interior, ouve-se simplesmente o canto.

E, segue a vida a mudar de cor dia a dia,
Como uma colheita perfeita, será um espanto,
Que gere mudas para o amanhã, uma nova cria.
Betânia Uchôa

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Os Inocentes





Os Inocentes


Quem são eles, os anjinhos
Almas doces, deslizam pelos caminhos;

Passam abrandando as mágoas e dores
Dos corações, retirando os desabores;

Vem das planícies e desertos
Percorrem caminhos e lugares incertos;

São filhos ou filhas que por amor
Lutam pela terra, evitando o terror;

Que ronda os pensamentos alheios
Com receio da vida se acabar em nossos meios;

E ante a atitudes extremas
Lembram o amor, e por ele, dizem: não temas;

Pois o amor a vida, é um camada densa
Alguns os seguem, como um elo, de nascença.

Betânia Uchôa

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

O chamado natalino


O chamado natalino


Várias estrelas brilhantes e coloridas,
Já se notam no céu, e mais são chamadas,
Para anunciarem a data, e encantadas,
Resplandecem, mesmo algumas afastadas.

Assim, é o natal nas nossas vidas,
Nas horas onde as mentes ligadas ,
Se dão as mãos e agradecem unidas,
Pela saúde, pelo pão, por suas moradas.

Com amor e união, fazem pela graça,
Trocando beijos e muitos abraços,
Orando juntos pela paz e harmonia.

E fazendo do natal, uma festa de raça,
Onde todos se ajudam e dão os braços,
Que se acolhem em sentimentos de alegria.

Betânia Uchôa

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Um sorriso


Como flor e flor era,
se abrindo na primavera
na manhã morna
na bela face adorna.

Vem um sentimento veloz
gruda em nós
fala de amor e diz
coisas boas, que eu fiz.

Parece um caminho
seguro como um ninho
de um lado, amor, o rochedo
do outro o cuidado, arvoredo.

De orelha a orelha se abre
transborda, enche e descobre
toda a fantasia escondida
no grande livro da vida.

A beleza saiu a galope
cheio de fantasia, um golpe
derrubando a antiga tristeza
deixando sair toda a beleza. 

Contagiando quem vinha e ia
até o vento ajuda e assobia
a alegria do sorriso em festa
 escapulindo pelas frestas. 

E nesse dia tão feliz
um perfume me chega ao nariz
do sorriso da feiticeira,
mulher, criança e até da lavadeira.


Betânia Uchôa

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Pedaços de mim


Pedaços de Mim
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Depois que o furacão passou
fui recolhendo os meus pedaços,
achados espalhados pelo
grande Universo, até poder entregá-los
a alguém com Amor puro,, para que me
fizesse voltar a vida, outra vez.
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Depois que o furacão passou
fui ao encontro de mim mesma,
restaurando minhas emoções,
esvaziando meu ser das mágoas e dores
que essa tormenta causou,
Me deixei ficar pronta,
Para ser feliz outra vez.
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Obs: Poema dedicado a uma amiga.
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Betânia Uchôa

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Segunda pele




Segunda pele

                                Cobre, me cobre, se cobre.
                                Veste a pureza em pecado.
                                  Veste a vergonha e sobretudo,
                                Veste-se para o sol,
                               Mas ainda é pele, por onde passa
                                 Parece um lençol.
                                   Encobre, se cobre, se despe,
                                 na manhã de sol,
                                   É pele, e se procurou,
                                  Roubou, se roubou, pecador.
                                 É pele, com medo, é o frio.
                                 Encosta, bem perto da pele.
                               É pele, é quente,
                                Um caldeirão, sensações.
                               Pele, com pele, quente.
                               É pele, segunda pele, na pele.

                                Betânia Uchôa

sábado, 16 de outubro de 2010

Falando de amor