sexta-feira, 31 de julho de 2009

Além da saudade



Deixei-me divagar para além do desejo
Da saudade, refúgio de meu sentimento.
Prostrei-me no cume da indecisão ... no silêncio.
Gritei, gritei, para ninguém...
Cantei a melodia da insanidade!

E me prostrei ante o meu próprio sofrimento.
Deixei que meu desejo fosse além,
Do medo da rejeição, do confinamento...
Em busca de minha razão!

Para voltar titubeante,
batendo forte o coração
que escapulia do peito,
aos saltos como um louco
Por encontrar você.

Betânia Uchôa

terça-feira, 21 de julho de 2009

Conflitos


Meu sonho de amor
deixou meu corpo se perder
em movimentos,
e até minha angustia
na procura pelo som
do meu próprio pensamento.

Esse sentir, essa vontade...
foi a lâmina a cortar...o meu lamento.
e durmo e acordo,
É o mesmo sofrimento.

Meu clamor, minha dor
se tingem de sofrer...
e o eco do meu grito
se perde com o vento...
minha noite é um tormento.

E essa distancia só faz
a certeza que tenho...
que com essa distância
é que morremos...

Betânia Uchôa

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Aquarela



Vejo
uma tela
ainda em branco,
nela coloco meus
sentimentos,
retoco o brilho do
meu ser,
tento colorir meu
senso de humor
preencho as lacunas
com minha fé
dissolvo as tintas
e com cores
astrais
pincelo de leve
as dores e cubro
de calor o meu
coração,
com a cor do amor
pinto ares de mulher,
e para ela não se
esconder,
Disfarço minha timidez
com a cor da sabedoria
e tinjo os meus olhos
de cor um pouco mais forte,
chamariz para
contemplação...
e nela viajo,
vejo tudo, profundo,
e apresento
ao mundo a
minha própria criação.
.
Betânia Uchôa

sábado, 27 de junho de 2009

Ser ...eis a questão



Se ele foi amado,
E até por alguns idolatrado,
Não será esquecido,
Ou mesmo ignorado,

E até por ter feito
Tudo de errado,
Ainda será um símbolo,
Coisa de astro.

Quanto mais amado
Mais idolatrado,
Mas o homem,
ele é humano,
que fique registrado.

O que precisa ser lembrado,
O astro vive,
no conjunto de sua obra.

O homem ,
Vive e pode ser esquecido,
Na passagem do tempo,
Como um simples coitado!

Betânia Uchôa

domingo, 21 de junho de 2009

Pobre coração



Meu pobre coração! Que se enfraquece
Ele conta os dias, ele sonda as horas,
Procurando o que não aconteceu,
Procurando alguém que não se conheceu,
Além dos muros de sua consciência.
Preso, dentro de suas nostalgias,
Procurando viver fora da fantasia!

Mas do sonho não se esqueceu!
Pobre coração que busca uma presença!
Um achado, uma simples lembrança,
De algo diferente que lhe aconteceu,
Mas isso era apenas um doce sonho, o seu!

Acorda, coração, acende a esperança!
O passado que fique apenas na lembrança.
Que chega na noite morna e longa,
Onde se avista a paixão, o amor...
Enquanto dorme, mas o dia clareia...
Acorda, e vive a realidade que o acolheu!

Betânia Uchôa

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Dor

sábado, 23 de maio de 2009

Mudanças



Mudanças

Quero mudar o hoje, gritar minhas verdades,
Libertar o meu ser, de toda sanidade;
Não quero apenas ser, quero felicidade,
Colocando fora, todas as minhas vontades.

Quero descobrir minha verdadeira idade,
Quero tudo diferente, quero novidades;
Buscar alguém que provoque saudades,
Onde possa encontrar essa tal lealdade.

Meu tempo é o que vivo, um sonho,
Que começa e termina a olhos abertos,
E deixa em mim um olhar risonho.

E, esta imagem, faz meu olhar cobertos,
De outros pensamentos, menos tristonhos,
De dias felizes, e de cores repletos.


Betânia Uchôa

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Era uma vez, um palhaço





Que triste palhaço eu vejo logo ali.
Com lágrimas copiosas, do céu vieste...
Uma dor estampada, como se o mal fizeste,
E toda dor o rondava, quando o vi.

Palhaço da cara triste, com um abraço o envolvi
Que deixará para esta criança que apareceste
Ela procura um sorriso igual ao que me deste
Vendo tua boca tremular foi que me comovi...

O seu número de alegria se foi, ficou o cansaço
Como alguém que prende o boi mas solta o laço
Onde a fraqueza se via, seu corpo se curvava...

Deixando saudades... De um tempo que deixaste
A lembrança de minha infância que animaste
Os anos ficaram na gaveta, onde os guardava...

Betânia Uchôa

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mãe, Oh Mainha



Quando a chamamos
Primeiro se ver seu olhar
Preocupada em nos avistar...

E não é fácil, nos conter...
Ou mesmo nos deixar correr
Tanto o seu medo
Do que pode nos acontecer...

Mas quando caímos,
Com seu carinho tamanho
Seu olhar e seu beijo
Nos vem em forma de cura.

Mãe, Mamãe, Mãezinha
Minha Mãe, Mainha...

Com esse nome a nos proteger
Nos tornamos adultos
Mas sem nunca deixar-mos
De sermos filhos....

Betânia Uchôa

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Flores