quinta-feira, 31 de março de 2011

Na memória



Na memória


Mais que loucura, que emoção!
sinto-me embriagada, sem ter bebido,
quando em minha reclusão, as suas mãos
acalentam meu corpo ainda vestido.

E me embala para a noite, é um teste,
para que tente, sem ter bebido,
zonza, cambaleante, desse a este
como mais um sonho sem sentido;
a memória como tu assim quiseste,
volta e dá ao meu ser um perdido.

E vago na lembrança do que via,
pensando em toda a rebeldia,
Eu reconheço minha ousadia,
e pelo nosso amor, viver melhores dias.

Me pergunto como posso ter vivido
todas essas loucuras, estando sóbria
sem ter bebido ou se faz algum sentido.

Betânia Uchôa


Um comentário:

M@ria disse...

Tente. Sei lá, tem sempre um pôr-do-sol esperando para ser visto, uma árvore, um pássaro, um rio, uma nuvem. Pelo menos sorria, procure sentir amor. Imagine. Invente. Sonhe. Voe.

Caio Fernando Abreu

Amor & Paz na nova semana! Beijos meus...M@ria